dezembro 17, 2007

Onde o mundo vai parar?

Posted in Posts às 8:02 pm por Antonio

Olá, caro leitor.

Hoje, em mais uma interminável espera de 10 minutos pelo ônibus, aconteceram fatos bastante (ou o que temo, nem tão) peculiares.

O primeiro deles tratou-se de um garoto, lá pelos seus 11 ou 12 anos (não sou bom com essas coisas, não sou mulher) que sentou-se do meu lado. O fato que me chamou a atenção é que ele estava fumando! Você não imaginam a sensação estranha que dá ver uma criança fazendo algo assim. O interessante é que ele não parecia muito à vontade, digo, a expressão entre as tragadas não era de “nossa, como isso é bom, estou adorando”. Depois de um tempo, um cigarro novo que estava em sua outra mão caiu no chão, e ele o pegou e o colocou preso à orelha. Aposto que faz isso porque acha legal e quer se mostrar. Frase vó número 1: “Cadê os pais dessa criança?”. Embora ache que ele tem lá sua parcela de culpa (mesmo sendo uma criança), os pais com certeza são os culpados. Duvido que saibam que o garoto fuma, mas todo mundo sabe que um fumante é facilmente identificado pelo cheiro. Será que são ocupados demais? Tapados demais? Ou não estão nem aí?

Não bastasse isso, do outro lado da rua havia uns salões de cabelereiros (palavra engraçada e difícil de falar). Em frente a ele, havia um “travecão”, horrível (redundância). Vestido em um shorts or something, e um super top (claro, com a barriga à mostra), estava paradão (recuso-me a tratar essa coisa com palavras femininas) fumando, provavelmente esperando ser atendido. Meeeeuu, aquilo tinha peitos! Um negão daquela idade, com o corpo deformado, saindo vestido assim na rua é realmente um absurdo. Um senhor no ponto disse em bom tom: “Aquilo lá espanta a freguesia! Olha lá, eu não deixava”. Um viva aos velhinhos! Eles geralmente dizem as coisas sem pensar (desculpem-me, mas é a verdade). O que ele não sabe é que pedir àquilo para se retirar, pelos motivos óbvios, pode levá-lo preso sem direito à fiança. Está claro que espanta a freguesia. Na verdade, espanta até os pedestres! Muita gente estava atravessando a rua para não passar em frente ao local (a não ser em caso de extrema urgência, eu o faria também). O pior é que o coitado do dono do salão fica incapacitado de qualquer ação, e a ele só resta perder eventuais clientes.

Terminando, uma última coisa estranha aconteceu de manhã. Uma menina, chutaria 12 anos também (como disse, não sou bom nessas coisas), passou em frente a um local com homens sentados. Tudo bem que eles não fazem questão de disfaçar as cabeças acompanhando as mulheres e os olhares hentai, mas precisavam fazer com aquela criança? Será que eles dão esses olhares “a la pedreiro” (desculpem-me pedreiros, eu sei que vocês construíram minha casa e tudo mais…) às filhas deles também? Por Deus, era uma criança.

Não quero dar uma de herói criticando todo mundo, mas que tudo isso é um absurdo, “ô se é”. Finalizo então com a frase vó número 2: “Onde esse mundo vai parar?”.

Que Deus abençoe a todos.

dezembro 13, 2007

Feliz natal coletivo?

Posted in Posts às 10:11 pm por Antonio

Pô, todos os ônibus com letreiro eletrônico de Campinas viraram “FELIZ NATAL”, está maior difícil identificar os ônibus, sobretudo a noite. Meu natal seria mais feliz sem isso…

… ou com um carro.

dezembro 7, 2007

Crianças

Posted in Posts às 1:50 am por Antonio

Bebê

Olá, caro leitor.

Costumava comparar crianças a cachorros, e você deve concordar que parece bastante coerente. Pra começar, os adultos as obtêm como forma de preencher um vazio na vida, ou (tentar) tornar a vida mais feliz. Mas logicamente falando, veja bem, apesar de bebês e cachorros serem de espécies diferentes, eles são basicamente a mesma coisa: máquinas de destruição e de geração de dejetos. No entanto, tenho que admitir que mudei minha opinião. Há alguns dias atrás, tive a chance de receber alguns hóspedes em casa, e dentre eles estava um bebê, novinho, com menos de um ano. Eles ficaram em casa quase uma semana, e nesse tempo pude conviver intensamente com a criança e mudar radicalmente minha opinião.

Minha comparação foi totalmente injusta com os pobres dos cachorrinhos. Cachorros não choram! Crianças o fazem o tempo inteiro. Na verdade, essa é uma atividades principais que os bebês fazem entre o cocô e baba, que incluem também gritar e bater coisas. O legal é que tudo envolve barulho. Como uma coisinha pequena daquelas consegue produzir tantos decibéis? Um cachorro é muito mais silencioso.

Um outro ponto importante na comparação é o odor. Meu cachorro já comeu cocô, toma banho uma vez por mês, quando toma, rola no chão, fuça no lixo e faz várias outras coisas que a vigilância sanitária definitivamente não aprovaria. Mesmo assim, ele consegue ser de longe mais cheiroso que um bebê. Claro que dizem tanto do gostoso “cheirinho de neném”, mas quem inventou essa frase nunca deve ter chegado perto de um bebê com a fralda cheia. Se você nunca passou por essa experiência, você é uma pessoa de sorte, caro leitor. Em poucos minutos o odor se alastra e toma conta de todo recinto. A tarefa de trocá-la então deve ser épica. Mas com um cachorro as coisas são muito mais cômodas, basta uma pá, uma fonte d’água e um desinfetante e sem nenhum contato físico (ou olfativo) o problema estará resolvido em poucos minutos.

E nunca nenhum cachorro começar a chorar ao me ver pela primeira vez, e o bebê o fez. Quer humilhação maior?

Por fim, um cachorro pode ser facilmente (e eficientemente) educado por métodos que (infelizmente) podem ter levar preso se você usar em uma criança. Fica a cargo do leitor pensar em quais são esses métodos.

Claro que minha opinião deve mudar quando eu tiver um filho, dizem que sempre é assim. Mas até lá, mantenha as crianças longe de mim, traga-me os cachorros e deixe-me dormir.

Que Deus abençoe a todos.