setembro 25, 2007

Beijo

Posted in Posts às 7:06 pm por Antonio

Beijo

Olá, caro leitor.

Aconteceu algo bastante interessante há alguns dias. Interessante e raro. Deixe-me contar a história.

Estava voltando da faculdade, como faço todos os dias. Desço em um certo ponto do percurso onde pego outra linha para vir para casa. Nesse dia, surpreendi-me com o fato de terem trocado os pontos de ônibus do lugar. Nada demais, foi só subir um pouco a avenida, atravessar a rua e lá estava eu no lugar certo. Pelo visto não fui só eu quem se confundiu com os locais trocados. Correndo rua acima, estava uma garota ofegante se dirigindo para o ônibus parado no ponto, que já estava se preparando para partir. Como ela ia perder o ônibus, eu fiz um sinal pedindo para o motorista esperar, afinal ele não tinha notado a presença da garota. Já fiz isso diversas vezes, e não sei porque as pessoas não o fazem, é tão útil. Mas enfim, o fato é que dessa vez foi diferente. A garota ofegante misteriosa me agradeceu, me deu um beijo na bochecha (<- palavra engraçada que por mim seria grafada como buxexa para ficar melhor ainda), subiu num ônibus e foi embora. Eu fiquei perplexo, afinal, tinha acabado de receber um beijo de agradecimento.Tá bom, foi mais um beijinho de cumprimento, aqueles que você recebe até da velhinha que mora do lado da sua casa. Mas foi sincero, ou pelo menos eu considerei que foi, e foi de uma pessoa desconhecida. Quantas vezes uma desconhecida já te agradeceu por um favor com um beijo? Nenhum provavelmente. Será que ela me confundiu com alguém que ela conhecia? Ou será que ela me conhecia e eu não lembro dela? Quem é ela? Tenho quase certeza de que ela tomou o mesmo ônibus que eu até o centro. Será mesmo? Será que vou ver ela de novo algum dia?

Certo, está ficando tudo emo demais, como metade do blog. Além do mais, tá cheio de perguntas exatamente como o post retrasado. Muitas perguntas, poucas respostas, tudo confuso. Que droga, ultimamente não tenho nada de interessante pra contar, e os fatos que tenho não consigo descrever como gostaria e produzir um texto decente. Mas tudo bem, tentarei fazer algo melhor na próxima.

Que Deus abençoe a todos.

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setembro 17, 2007

… (epílogo)

Posted in Posts às 9:24 pm por Antonio

I’ve lost her forever…

…mas a vida continua.

setembro 11, 2007

… (epístola)

Posted in Posts às 5:51 pm por Antonio

Olá, caro leitor.

Ser amado por uma pessoa e não retribuir, e amar outra pessoa que não te corresponde, que injustiça da vida. A situação se torna pior quando as duas coisas acontecem simultaneamente. Desisti do certo para correr atrás de um sonho. Fiz certo? No final o que é um sonho? Retirando toda a poesia da coisa, um sonho é só algo que você queria que acontecesse, mas tem uma probabilidade baixíssima de ocorrer. Logo, um sonho é um acontecimento improvável. Desisti então de algo certo por algo que não vai acontecer, posso afirmar isso com grande chances de acerto. Isso é lógico? Eu diria que é humano, mas lógico jamais. A única coisa lógica na história é o fato da probabilidade do “sonho” ser tão baixa. Admita, eu não sou grande coisa. Quando paro pra pensar em que como pareço e nas coisas que faço, percebo que não tem como ela gostar de mim. Quando tento parecer legal, buscando desesperadamente uma personalidade nova que a agrade, não encontro, não consigo, não sou ator. Pior que não conseguir, é parecer um estúpido, digo, mais estúpido. Queria que ela soubesse como eu sou, e mesmo assim gostasse de mim. Improvável. Ao menos eu gostaria que ela lesse isso e soubesse que esse texto é pra ela. Improvável que ela leia, e sacar que é pra ela é mais improvável ainda. Sou só mais uma pessoa na multidão. Ela não sabe quando sinto ciúmes dela, ela não sabe o quanto eu reparo nela, nem tem idéia. Podia ficar sabendo, mas nunca vai ler isso. Droga. Por que eu estou escrevendo? Contando pra você essas coisas? Vai adiantar de alguma coisa? Qual a lógica disso tudo? Bem, acho que é só a esperança dela ler. Pensando nela, vejo que ela não é perfeita, mas tem muitas coisas que eu gosto. Eu gosto mesmo dela. Até quando? Hum, não sei. Acho que até a probabilidade chegue a zero. Droga, acho que sempre foi.

Não tô entendendo mais nada. Não entendo porque tenho esperanças, não entendo porque me joguei em um “sonho impossível” (expressão que me parece redundante) e também não entendo porque estou escrevendo isso.

Droga, estou deprimido.

Que Deus abençoe a todos.