setembro 17, 2006

Sonho de futuro

Posted in Posts às 11:01 pm por Antonio

Olá, caro leitor.

Estou um pouco sentimental ultimamente, usaria o termo “fragilizado emocionalmente”, mas me pareceu um tanto quanto boilístico. De qualquer maneira, como você perceberá ao longo texto, uma onda de sentimentalismo tomou conta de meu ser e me fez ficar um pouco diferente do normal. Ao contrário da maioria das coisas que sinto, esse meu estado tem uma razão. Limito-me a dizer que tive uma péssima semana, em quase todos os sentidos. Não entrarei em detalhes, visto que minha vida não é pública, e não muito interessante. Apenas alguns amigos mais chegados conhecem algumas partes isoladas das coisas que aconteceram comigo, mas nenhum deles tem uma visão geral dos problemas. Prefiro assim, e não vou mudar, e não contarei mais do que cada um deve saber, e tenho dito.

Nada que acontece na vida parece ser de todo inútil, ou pelo menos podemos fazer com que os problemas não o sejam. Aproveito então esse estado emotivo no qual me encontro, um pouco menos depressivo agora, para botar pra fora minhas emoções e mostrar para o mundo meu desejo de futuro, o que realmente gostaria que acontecesse em minha vida. Tentarei contar em poucas linhas (muitas para os mais desinteressados) todos os acontecimentos de minha vida estulta e ordinária. Tudo começou assim…

Primeiro devo situar o leitor no tempo, estamos em 26 de dezembro de 1986, não tenho a mínima idéia das horas. Cirurgia marcada para o nascimento de uma criança. Para os médicos, apenas mais um parto. Esse acontecimento significa menos ainda para as demais pessoas, que ignoram totalmente o milagre do nascimento de uma nova vida. Para meus pais, esse é um momento de apreensão, e para mim, o dia mais importante de minha vida, afinal, nesse dia eu nasci. O que aconteceu depois eu não sei, só sei que nasci, e graças a Deus tudo correu bem, já que estou aqui. Mais um bebê no mundo.

Leitor, para fazer a leitura que quero que você faça, peço que use sua imaginação. Situe-se no texto como se estivesse vivendo. Imagine-se dentro de um filme, em que você seja um personagem invisível que presencia tudo o que acontece. Imagine! Esse é o segredo! Essa é a magia que tentarei criar a seguir.

Bem, agora em câmera rápida, acelere toda a vida desse bebê, pense nele crescendo e tornando-se um homem. Pare aqui, sua infância merece alguns comentários. Ele foi uma criança amada, amor é o que não faltou em sua vida. Foi sempre muito tímido e fechado, e cheio de problemas sentimentais e alguns outros problemas que ele mesmo criava em sua cabeça. Gostaria de falar que foi uma criança feliz, mas infelizmente não posso dizer isso, essa criança sofreu bastante, apesar da família que o amava. O problema eram as outras crianças, as outras pessoas e um pouco dele mesmo. Mas tudo bem, problemas parcialmente superados, e essa criança continua crescendo. Chegamos na adolescência, e ele continua crescendo… 17… 18… 19… quase 20 e pronto. Chegamos ao momento atual, a esse mesmo dia, exatamente nessa mesma hora em que você está lendo esse texto. Continuarei a narrativa, como se tudo acontecesse conforme a vontade desse homem…

Finalmente, depois de algum sacrifício, esse homem termina a faculdade. Não foi um aluno de destaque, devo mencionar, mas foi um bom aluno. Ele está muito feliz por ter conseguido terminar a faculdade no tempo previsto, apesar de ter sido muito preguiçoso com os estudos. Uma nova era começa em sua vida. Consegue então um bom emprego em uma empresa, em que consegue prosperar. Não tem problemas com dinheiro, ganha bem, compra tudo o que deseja (claro que ele não tem desejos absurdos) e consegue, em conjunto com os irmãos recém-formados, dar uma boa vida a seus pais, agora aposentados.

Conto novamente com sua abstração, caro leitor. Retorne a vida desse rapaz até um momento entre o ingresso na faculdade e o momento atual da narração. Nesse momento, esse mesmo que você imaginou, esse rapaz encontra a mulher de sua vida. Começam como amigos e começam a se amar. Juram então ficar juntos para sempre. Mal imaginam eles que isso realmente iria acontecer…

Novamente avance até o momento da narrativa. Percebe-se agora que esse rapaz está feliz, afinal, não tem problemas com dinheiro, consegue manter seus pais felizes e está muito contente com sua namorada. Depois de algum tempo, o rapaz e sua namorada resolvem se casar. O casamento foi comum, como todos os outros. Algumas mulheres chorando, algumas pessoas falsas cumprimentando o casal fingindo que gostam dele, e um momento feliz para os noivos.

Novamente faça uso de sua imaginação, e avance alguns meses na história…

Da união do casal nasce uma criança, muito saudável. Chegamos agora a uma indecisão na narrativa. Não se sabe se foi um menino ou uma menina que nasceu. O autor-protagonista da história gostaria igualmente de qualquer sexo. Chegamos então a uma bifurcação na história.

Imagine que seja um garoto. O menino cresceu, sob excelente orientação de seus pais. O pai conhece muito bem sua situação, afinal, já fora garoto um dia. Ele rezava todos os dias para que Deus o ajudasse a dar uma boa educação a seu filho. Ele fez o possível também para que o filho não sofresse os mesmos problemas que ele. A criança cresceu, amada e em boas condições, de modo que fosse inteligente e tivesse uma boa saúde. Continuou crescendo então, até que se tornou um homem.

Leitor, retorne agora ao momento do nascimento da criança. Imagine agora que nasceu uma menina. Tudo ocorreu como foi citado acima, com a diferença que o pai não conhecia muito bem os problemas que sua filha possuia. Ele contou então com a ajuda de sua mulher, e com isso puderam dar uma excelente educação à criança, que cresceu e cresceu, e finalmente tornou-se uma mulher.

Os dois ramos da história novamente se encontram, o que permite que você continue vivendo os acontecimentos normalmente. Antes de prosseguir, quero que você volte um pouco na história, no momento em que o filho do casal ainda era uma criança. Veja os momentos felizes que os avós, pais dos protagonista, viveram com a criança. A criança realmente veio para iluminar a vida de todos: passou a ser o sentido da vida de seus pais e avós. Como naturalmente ocorre com todas as coisas vivas, os avós morreram. Primeiro o avô, como geralmente acontece, e pouco tempo depois, a avó. Morreram felizes, e o protagonista encarou a morte deles conformado, e de certa forma feliz, afinal, pudera dar um final de vida feliz para aqueles que tinham se esforçado muito para seu bem.

Avance novamente na história, e veja a criança crescendo. Note que foi desejo do casal ter apenas um filho, para que assim pudessem ter muito tempo pra ele e pudessem dar a ele as melhores condições. Continue avançando até chegar na data da formatura da faculdade do filho/a do casal, mas pare aí, essa cena merece alguns comentários.

Alguem lá na frente chama o nome do filho (será encarado como homem de agora em diante, mas os acontecimentos ocorrem da mesma maneira caso seja uma mulher), ele sobe as escadas e recebe o diploma. A mãe está aos prantos, e o pai segura o choro, tentando parecer forte, coisa que nunca fora na vida. O filho desce as escadas com um sorriso, e recebe muitos abraços e beijos de seus pais.

Avance mais na história. Veja, em câmera rápida, o pai envelhecendo e se aposentando. Felizmente, Deus poupou-o de sofrer de problemas mentais na velhice, e deixou-o sóbrio até o final de sua vida. Avance mais um pouco… mais um pouco… e aí, pare aí, no leito de morte do protagonista.

Vemos ele deitado em uma cama de hospital, em um estado de saúde muito ruim. Embora ainda haja chances dele sobreviver, possibilidade fervorosamente repetida pelos médicos, ele está conformado com a sua morte, e, de certa forma, sabe que vai morrer. De repente, ele sente algo estranho, e percebe que não vai sobreviver. Pede então para chamar seu filho, para fazer companhia a ele e sua mulher, que há muito não dormia de preocupação e estava há vários dias sentada ao seu lado. Seu filho chega, segura sua mão esquerda. O velhinho, então, com sua mão direita, agarra a mão de sua esposa. Ninguém fala, só se olham numa comunicação silenciosa e cheia de sentimentos. Se a pessoa que estivesse à sua esquerda fosse uma mulher, estaria há muito chorando silenciosamente. Se fosse um homem, estaria com a face triste, mas segurando o choro e mostrando-se forte como sempre foi. Nesse momento, o velho sente uma dor, aperta a mão de seus familiares e diz que ama eles, entregando sua alma a Deus logo em seguida. Ele morre com o rosto sereno e com o sentimento de que tudo valeu a pena. Sua esposa e seu filho ou filha se abraçam, chorando muito, e assim acaba a vida de um homem. O que aconteceu depois? O velhinho não sabe. A única coisa que sabe é que deixou mais uma pessoa no mundo que terá outra história para contar. Espero, do fundo do meu coração, que essa história seja ainda mais feliz, e que nela essa criança possa falar bem de seu pai.

Bem, assim acaba a história da minha vida. Ficaria muito feliz se tudo isso acontecesse e eu pudesse ter a vida que desejo. Mas quem sabe o que acontecerá? Será que serei feliz? De qualquer maneira, deixe-me sonhar, até que todo esse sentimentalismo acabe.

Que Deus abençoe a todos.

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setembro 12, 2006

Ódio

Posted in Posts às 9:22 pm por Antonio

Odeio provas,
Odeio relatórios,
Odeio estudar,
Odeio trabalhos,
Odeio falta de tempo,
Odeio maus professores,
Odeio não entender nada,
E estou ligeiramente preocupado,
Muito cansado,
E absurdamente estressado.
Odeio isso também.

Odeio mais ainda saber que isso é coisa de momento,
Saber que no fundo gosto de tudo isso:
Da minha vida e das minhas obrigações…
Mas por enquanto estou sobrecarregado,
E odeio tudo e todos.
Odeio poluir meu blog com textos idiotas como esse,
E odeio mais ainda o fato de quase ninguém ler essas coisas que escrevo.

Droga, acho que eu realmente preciso de um abraço…
Pena que não tenha ninguém pra me dar um, odeio isso também!
E agora estou odiando odiar tanto!

Só não odeio você, querido leitor, que leu até aqui. Peço desculpas pelo texto no-sense, eu sei que o nível está caindo, mas estou com preguiça de escrever algo legal novamente. Chegou a hora de colocar a figura do post, mas como odeio ficar procurando figuras, e estou ocupado fazendo um maldito relatório e estudando para uma prova cuja matéria desconheço totalmente, e agora, além da pressão por ter tantas coisas pra fazer, ainda estou perdendo tempo escrevendo isso, vai sem figura mesmo, e sem revisão. Odeio erros de português, mas falta-me paciência para corrigí-los (não só com isso, devo ressaltar).

Ódio, me deixe em paz!

Que Deus abençoe a todos, e principalmente minha semana carregada de tarefas.

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ATUALIZAÇÃO 13/09/06
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Perspectivas de piora, e o ódio continua imperando. Pior de tudo, é que mesmo odiando um monte de coisas, não consigo odiar a pessoa que mais queria deixar de gostar, talvez assim eu me sentisse melhor. Por que raios eu não consigo? Isso é triste…

setembro 4, 2006

Mundo Gay

Posted in Posts às 8:47 pm por Antonio

Leitor, que horror!

Primeiro um parente meu virou gay (não entrarei em detalhes), depois uma amiga do colégio virou gay, agora fiquei sabendo de uma quase vizinha que andas aos beijos com a namoradA. Além do mais, toda novela e filme tem (pelo menos) um gay, vários artistas viram gays, vários gays viram artistas, políticos viram gays, personagens de desenhos animados (!) foram criados para serem gays, a televisão não para de divulgar o homossexualismo, surgem igrejas para pessoas gays, bares gays, várias paradas gays (destaque para a anual de São Paulo), além de outros eventos gays que não lembro agora (com certo alívio). Ultimamente, a sociedade tem tolerado (e de certa forma venerado) esses revoltados com a natureza. Além disso, difunde-se a idéia de que isso é normal. Diria que as pessoas são até incentivadas a virarem gays. Tem gente por aí até se submetendo a processos cirúrgicos para “mudança de sexo”. Gente, em que mundo estou? Socorro!

Conclusão inevitável: O MUNDO ESTÁ FICANDO GAY!

Espero já ter morrido quando esse processo terminar, não quero virar gay. De qualquer maneira, segundo observação do curso da história, prevejo que nesse mundo ninguém mais terá filhos e o número de seres humanos irá diminuir até acabar. Boa teoria, não? Só pra constar aqui, devo mencionar que sei que estou exagerando.

Vou acabar por aqui, já que todo mundo está reclamando que meus textos estão muito longos ultimamente. Na verdade, estou apenas inventando uma desculpa, não tenho mais nada para escrever mesmo.

Por favor leitor, não vire gay, seja diferente. Ah, e sem esse papo de tolerância, por favor.

Que Deus abençoe a todos.