11.21.07
Física Quântica
Olá, caro leitor.
A wise man once said: “É possível explicar o universo sem abandonar o bom senso”. Quem disse isso foi um autor de alguma de mais uma teoria revolucionária da física que nunca dá certo, mas isso não vem ao caso. O fato é que eu concordo plenamente. Física quântica é totalmente maluca e sem sentido. Desafia o bom senso, o senso comum, o senso não-comum, o senso aranha e qualquer outro senso que você tenha. Dá certo pra muitas coisas, mas é absurda. Pra mim, só com muita fé pra acreditar nesse conto de fadas. Estou afirmando isso sem base nenhuma, então não tente argumentar, caro leitor geek.
Anyway, veja que afirmações interessantes, não necessariamente conectadas com a física quântica.
- Fóton é uma partícula sem massa.
- A luz comporta-se tanto como uma onda quanto como uma partícula, a isso dão o nome de dualidade, que é praticamente dizer que a luz é onda e partícula.
- Você não pode saber exatamente a posição e a velocidade de uma partícula, e precisar seu conhecimento em uma dessas grandezas implica em aumentar a incerteza da outra.
- O tempo é relativo, ou seja, o tempo passa diferente para dois corpos dependendo da velocidade em que elas estão. Parece ser possível passar uns dias pra você e muitos anos para uma pessoa aqui na Terra, desde que você viaje rápido o suficiente.
Nerds birutas, acalmem-se, não tenho base nenhuma pra falar que essas coisas estão erradas, logo não há validade nenhuma nos meus comentários e EU TENHO NOÇÃO DISSO. Se pra você todas essas afirmações fazem sentido, parabéns campeão. Pra mim não.
Desculpem-me, estou apenas usando o blog como terapia escrevendo isso para descarregar minha raiva devido a um quase zero na prova de física moderna.
Mas que eu ainda boto fé que algum dia alguma pessoa estranha deficiente vai formular uma teoria muito simples que explique tudo sem destruir o bom senso, “ô” se boto.
Que Deus abençoe a todos.
11.20.07
Mundo pequeno
EDIT 21/11: O sr. Dantas apontou diversas falhas no desenvolvimento do problema proposto, no entanto, para evitar a fadiga (dando todos os créditos da frase ao Jaiminho), não o corrigirei. Deixo a identificação dos equívocos e futura correção ao leitor interessado como exercício.
Olá, caro leitor.
Ouça essa, custei a acreditar. Há um tempo atrás, um conhecido meu chega e diz: “Ow, encontrei o seu amigo (primeiro nome) em Montreal”. A conversa prosseguiu com um pequeno “Ah!” de minha parte, sem significado nenhum, afinal, não tinha entendido nada. Montreal, até onde eu saiba, fica no Canadá. Além do mais, o único cara com o (primeiro nome) que eu conhecia era um pé rapado e nunca que iria para um lugar desses.
E passam-se alguns dias…
Chega um outro amigo meu, o (segundo nome), e vem contar o mesmo fato, e a história ficou clara. Esse cara, embora chame-se (primeiro nome), é conhecido apenas pelo seu sobrenome (segundo nome). As coisas ficaram um pouco melhores, mais ainda sim demorei para acreditar. Você, leitor, um hábil matemático, pegue um papel e uma calculadora e resolva o seguinte problema:
Hipótese: Existem duas pessoas, A e B, localizadas na região simplesmente conexa delimitada pelo contorno da fronteira brasileira BR. Sendo R1 e R2 os espaços vetoriais que contêm as pessoas conhecidas de A e B, respectivamente, temos que B não está contido em R1 e A não está contido em R2, ou seja, A e B não se conhecem. Perceba também que A e B estão contidas numa região simplesmente conexa CA, tal que a área(CA) < área(BR) e CA está contida em BR, ou seja, A e B estão na mesma cidade. Também existe uma pessoa C, com relações R3 e contida em CA. A e B estão contidos em R3. Traduzindo, C está na mesma cidade que A e B e conhece ambos.
Dada a hipótese, calcule a probabilidade dos eventos abaixos acontecerem seqüencialmente:
- A e B viajarem na mesma época para o Canadá, ou seja, o módulo do vetor AC e do vetor BC tornam-se consideravelmente grandes.
- Essa viagem os levar a mesma cidade (|AB| << 0, ou seja, desprezível).
- A e B, com decisões independentes, resolverem ir à mesma festa, localizada no ponto P por meio do caminho c1(t) para A e c2(t) para B, tais que c1(t0) = c2(t0) = x0 e c1(tf) = c2(tf) = P, sendo t0 e tf os tempos iniciais e finais, respectivamente, e xo o referencial.
- Para isso, A e B vão pela mesma linha de metrô, no mesmo horário, ou seja, c1(t) = c2(t) para todo t0 <= t <= tf.
- A ouve B conversando em português, e resolve puxar assunto, alterando R1 e R2 para R1′ e R2′, respectivamente, tais que A está contido em R2′ e B está contido em R1′.
- A e B conversam e, por algum motivo, a conversa leva a conclusão de que conhecem C, ou seja, A e B tomam ciência de que C está contido em R1′ e R2′.
- A e B falam isso para C, independentemente, ou seja, definindo t1 e t2 o tempo em que A e B, respectivamente, interagem com C, temos que t1 e t2 são distintos.
Observação: Despreze a resistência do ar (???).
Nada como exercitar meu “matematiquês” que alguém disse facilitar a vida das pessoas e não deixar dúvidas.
Uma simples leitura do problema nos permite estimar que a probabilidade seja absurdamente baixa! Nunca o jargão “que mundo pequeno” me pareceu tão adequado…
Um professor um dia disse que as leis da física são baseadas em probabilidades enormes, ou seja, sabemos o que vai acontecer porque é muito provável que aconteça, e dizemos que algo é impossível quando há uma chance ridiculamente pequena dela acontecer. Dado o acontecido com A, B e C, não estranhe se chutar uma bola de futebol para frente e ela voltar no seu rosto, ou então jogá-la para cima e ela nunca cair, ou então se sua perna se fundir até o joelho no chão do parque durante sua caminhada matinal.
Quantos devaneios estúpidos…
Que Deus abençoe a todos.
11.17.07
Pensamentos…
Pensar é algo perigoso, a mente materializa hipóteses e desejos e torna o incontestável absurdo em algo possível para o pensante. O problema é distinguir o que são peripécias do seu subconsciente, o que é realidade e o que pode se tornar realidade. Todas essas coisas se embaralham de uma forma complexa e de repente você não consegue entender mais nada. Quando se trata de outras pessoas a coisa fica um pouco pior, pois cada pessoa age de acordo com pensamentos produzidos por outras variáveis desconhecidas, tornando tudo imprevisível.
Se fosse possível, gostaria de deixar de ser um humano por um curto período, por alguns minutos. Não, alguns segundos seriam suficientes. Nessa oportunidade, todos os meus sentimentos esvair-se-iam e, usando a lógica, única entidade restante, juntaria todas os fatos e pistas e trilharia por um caminho único e reto em busca da verdade. Recobrando meu estado humano, talvez ficasse extremamente magoado com o que descobri. Será que valeria a pena? O que é o melhor, o conhecimento do real ou a ilusão de um sonho?
Se você está confuso, imagine eu.
Que Deus abençoe a todos.
10.13.07
11 Imagens Legais
Olá, caro leitor.
O blog está todo esculachado ultimamente e não pode ficar pior. Logo, posso fazer disso um laboratório e experimentar diversos estilos de posts sem riscos. Como primeiro experimento, resolvi fazer um post padrão da maior parte dos blogs desse mundão de Deus, ou seja, um post inútil repleto de imagens. Calma, calma, caro leitor, não são imagens escolhidas ao acaso. Essa é uma coletânia de imagens que achei engraçadas e fui guardando ao longo dos anos. Como gosto de escrever bobagens, comentei em todas. Espero que ache interessante. Se não achar também, quem liga?
A idéia original era fazer um Top 10, mas como todas as imagens são muito ruins e eu tinha 11 imagens e não queria descartar nenhuma, vão todas em ordem aleatória.
Imagem 1: “Tome uma providência!”

Essa é velha, tanto a cachaça, quanto a foto e a piada.
Imagem 2: “Argentina”

Uma imagem para ficar nos anais da (estúpida e sem sentido) rivalidade entre Brasil e a Argentina.
Imagem 3: “Luta do Pelé contra o Darth Vader em uma mina de carvão de noite”
Na verdade a frase é a piada. Tirei da Desciclopédia então nem venham me encher o saco.
Imagem 4: “Bob Esponja brasileiro”

A imagem é trágica, bla bla bla, bla bla bla, mas a piada é indiscutivelmente engraçada.
Imagem 5: “América Latina”

Extremamente criativa.
Imagem 6: “Patrick e Majin Boo”

Se você não é um nerd imbecil e portanto nunca assistiu Dragon Ball Z, ignore essa imagem e siga adiante.
Imagem 7: “Queimando a rosca”

Isso que é queimar a rosca com estilo.
Imagem 8: “Estudante”

Novamente, se você não é um nerd estúpido e portanto não entendeu a piada, ignore-a e passe adiante.
Imagem 9: “Super NES Girl”

Vulgarizando o blog? Realmente. Mas por mais que você argumente que a imagem não é boa, tem que admitir que é original.
Imagem 10: “Lugar legal”

Lugar legal o Te Uku. Droga, vulgarizei de novo…
Imagem 11: “Mario”

Pra finalizar, a melhor imagem ever. A mente genial que criou essa imagem está de parabéns.
Acabou. Sem graça. Comum. Desinteressante. Preciso partir pra outro experimento antes que isso fique pior do que já está…
Que Deus abençoe a todos.
09.25.07
Beijo

Olá, caro leitor.
Aconteceu algo bastante interessante há alguns dias. Interessante e raro. Deixe-me contar a história.
Estava voltando da faculdade, como faço todos os dias. Desço em um certo ponto do percurso onde pego outra linha para vir para casa. Nesse dia, surpreendi-me com o fato de terem trocado os pontos de ônibus do lugar. Nada demais, foi só subir um pouco a avenida, atravessar a rua e lá estava eu no lugar certo. Pelo visto não fui só eu quem se confundiu com os locais trocados. Correndo rua acima, estava uma garota ofegante se dirigindo para o ônibus parado no ponto, que já estava se preparando para partir. Como ela ia perder o ônibus, eu fiz um sinal pedindo para o motorista esperar, afinal ele não tinha notado a presença da garota. Já fiz isso diversas vezes, e não sei porque as pessoas não o fazem, é tão útil. Mas enfim, o fato é que dessa vez foi diferente. A garota ofegante misteriosa me agradeceu, me deu um beijo na bochecha (<- palavra engraçada que por mim seria grafada como buxexa para ficar melhor ainda), subiu num ônibus e foi embora. Eu fiquei perplexo, afinal, tinha acabado de receber um beijo de agradecimento.Tá bom, foi mais um beijinho de cumprimento, aqueles que você recebe até da velhinha que mora do lado da sua casa. Mas foi sincero, ou pelo menos eu considerei que foi, e foi de uma pessoa desconhecida. Quantas vezes uma desconhecida já te agradeceu por um favor com um beijo? Nenhum provavelmente. Será que ela me confundiu com alguém que ela conhecia? Ou será que ela me conhecia e eu não lembro dela? Quem é ela? Tenho quase certeza de que ela tomou o mesmo ônibus que eu até o centro. Será mesmo? Será que vou ver ela de novo algum dia?
Certo, está ficando tudo emo demais, como metade do blog. Além do mais, tá cheio de perguntas exatamente como o post retrasado. Muitas perguntas, poucas respostas, tudo confuso. Que droga, ultimamente não tenho nada de interessante pra contar, e os fatos que tenho não consigo descrever como gostaria e produzir um texto decente. Mas tudo bem, tentarei fazer algo melhor na próxima.
Que Deus abençoe a todos.
09.11.07
… (epístola)
Olá, caro leitor.
Ser amado por uma pessoa e não retribuir, e amar outra pessoa que não te corresponde, que injustiça da vida. A situação se torna pior quando as duas coisas acontecem simultaneamente. Desisti do certo para correr atrás de um sonho. Fiz certo? No final o que é um sonho? Retirando toda a poesia da coisa, um sonho é só algo que você queria que acontecesse, mas tem uma probabilidade baixíssima de ocorrer. Logo, um sonho é um acontecimento improvável. Desisti então de algo certo por algo que não vai acontecer, posso afirmar isso com grande chances de acerto. Isso é lógico? Eu diria que é humano, mas lógico jamais. A única coisa lógica na história é o fato da probabilidade do “sonho” ser tão baixa. Admita, eu não sou grande coisa. Quando paro pra pensar em que como pareço e nas coisas que faço, percebo que não tem como ela gostar de mim. Quando tento parecer legal, buscando desesperadamente uma personalidade nova que a agrade, não encontro, não consigo, não sou ator. Pior que não conseguir, é parecer um estúpido, digo, mais estúpido. Queria que ela soubesse como eu sou, e mesmo assim gostasse de mim. Improvável. Ao menos eu gostaria que ela lesse isso e soubesse que esse texto é pra ela. Improvável que ela leia, e sacar que é pra ela é mais improvável ainda. Sou só mais uma pessoa na multidão. Ela não sabe quando sinto ciúmes dela, ela não sabe o quanto eu reparo nela, nem tem idéia. Podia ficar sabendo, mas nunca vai ler isso. Droga. Por que eu estou escrevendo? Contando pra você essas coisas? Vai adiantar de alguma coisa? Qual a lógica disso tudo? Bem, acho que é só a esperança dela ler. Pensando nela, vejo que ela não é perfeita, mas tem muitas coisas que eu gosto. Eu gosto mesmo dela. Até quando? Hum, não sei. Acho que até a probabilidade chegue a zero. Droga, acho que sempre foi.
Não tô entendendo mais nada. Não entendo porque tenho esperanças, não entendo porque me joguei em um “sonho impossível” (expressão que me parece redundante) e também não entendo porque estou escrevendo isso.
Droga, estou deprimido.
Que Deus abençoe a todos.
07.25.07
Unicamp

Olá, caro leitor.
Desde que entrei na Unicamp, esse covil de nerds birutas, minha vida mudou. O ingresso nessa universidade fez com que ingressassem no meu dia-a-dia uma série de sentimentos e experiências nunca antes experimentadas com tanta intensidade: sofrimento, decepção e destruição da minha auto-estima. Claro que o fato de eu entrar nessa faculdade trouxe coisas boas, mas fingirei que não para manter o caráter trágico desse texto.
Para dar mais detalhes sobre essa catastrófica vida acadêmica, deixe-me contar como se deu a aniquilação de cada meta que tracei para minha vida estudantil, e conseqüentemente como se deu a aniquilação da pouca confiança que eu tinha em mim mesmo.
META 1: Bom desempenho acadêmico (a.k.a. boas notas)
Passado vestibular, meus problemas aparentemente tinham acabado, afinal, eu fazia cursinho e outra faculdade anteriormente (PUCK-Campinas), e agora teria bastante tempo livre fazendo apenas um curso. Logo, deveria ser fácil manter as boas notas que conseguia na PUC. Doce ilusão.
Ao decorrer do primeiro semestre, tomei ciência de como tinha que aprender mais coisas do que um cérebro em condições normais pode assimilar e também percebi quão preguiçoso e mal disposto ao estudo eu estava. Resultado: notas ruins e nenhuma perspectiva de melhora (pelo contrário) => Meta destruída.
Tive então que traçar uma nova meta, afinal, as ações de um homem precisam ser dirigidas para algum lugar, certo? Apesar de notas ruins, não precisei fazer nenhum exame (uma prova de recuperação que ocorre ao fim de cada semestre), o que me deu uma idéia para uma nova meta de vida.
META 2: Não pegar nenhum exame
Essa meta começou a ruir logo no começo do novo semestre, com uma matéria chamada “Circuitos Elétricos”, em que um professor (quase) mudo ensinava teoria avançada de circuitos para alunos, calouros e sem nenhum conhecimento anterior da matéria, usando um livro super resumido escrito para alunos de pós-gradução (e portanto já engenheiros). Claro que a culpa não é só do professor, afinal, eu estou longe de ser um aluno exemplar. O fato é que tive que fazer dois exames, um dessa matéria e outro de “Física Geral II”. Resultado: nova meta destruída.
Por estar em dia com o curso, ainda tive a esperança (e a burrice) para traçar uma nova meta para o terceiro semestre.
META 3: Não “bombar” (reprovar) nenhuma matéria
Devo mencionar que esse semestre foi o mais desastroso de todos. Inicialmente, tranquei (desisti da matrícula) a disciplina de “Introdução à modelos probabilísticos” devido ao professor louco/maluco/biruta/caduco/demente/psicopata. Antes disso, se deu o episódio da expulsão de um grupo de alunos de sua sala de aula (coisa raríssima em uma faculdade), grupo ao qual eu pertencia. Mas tudo bem, esse foi um caso isolado. Voltando a pensar na meta, como trancamento não é efetivamente “bombar” (embora tenha os mesmos efeitos), minha meta ainda estava de pé. Prosseguindo com a narrativa, bati o meu recorde pessoal de pior nota em uma prova (0,9/10) e no final do semestre consegui pegar 3 exames. Em um deles passei, e com larga vantagem, o que foi uma surpresa e um raro momento em que tive alguma alegria lá. Em outro exame, ganhei nota da professora na cara dura, senão ia reprovar. Embora satisfatório, isso é humilhante. No exame da última matéria, você já deve imaginar o resultado: BOMBA. Mais uma meta destruída. Para acentuar os acontecimentos ruins, perceba que passei quase com nota mínima em muitas matérias. Se pensar bem, eu consegui destruir todas as metas anteriores simultaneamente em um único semestre!
E agora, o que faço? Analisando o nível crescente de fracassos, dá pra perceber que as coisas vão piorar. Ainda por cima, estou com o curso atrasado devido a essas duas matérias. Será que posso ter esperanças e traçar uma meta como “conseguir me formar algum dia” ou simplesmente “sobreviver ao curso”? Bem, pelas experiências anteriores, não devo ter muita fé nisso.
Pra terminar, só gostaria de fazer um pedido a você, leitor. Caso tenha um pouco de auto-estima sobrando, não gostaria de doar? Na verdade, até compro, e pago bem. É que estou numa situação de emergência, a minha acabou… Quem sabe um pouco de paciência também?
Que Deus abençoe a todos.
05.23.07
Enigmáticos Mistérios Incompreensíveis e Obscuros da Vida Misteriosa – parte 1

Olá, caro leitor.
Seguindo a linha do texto sobre transporte coletivo, resolvi iniciar mais uma série de textos particionados que nunca são continuados. Claro que a idéia inicial deveria ser publicar suas continuações, mas prefiro falar que isso não vai acontecer. Isso tudo para causar um efeito de surpresa na publicação de uma nova parte, caso ela ocorra, e acalmar os ânimos dos leitores ansiosos, caso ela não seja escrita.
Anyway, para inaugurar essa seção, trago à tona algo que me veio à cabeça faz alguns dias. A idéia veio em um flash, mas quando ela estava quase sendo perdida para a eternidade eu consegui agarrá-la e desenvolvê-la um pouco mais. Trata-se de algo um pouco nerd, como algumas pessoas “normais” classificariam, mas tentarei deixar tudo da forma mais clara possível, de modo que você entenda mesmo se for um cachorro sarnento.
Primeiramente devo introduzí-lo no maravilhoso mundo do plano cartesiano. Na hipótese de você ser um cachorro, e portanto nunca ter ouvido falar disso, devo caracterizar melhor essa misteriosa ferramenta matemática. Plano cartesiano é um lugar em duas dimensões (pense numa folha de papel), em que são dadas coordenadas para definir um ponto. Caro leitor canino, imagine sua vasilha de ração. Caso alguém lhe pergunte em sua língua de cão (eu ia falar “latim”, mas a piada já é manjada demais) onde ela fica, você provavelmente responderá algo do tipo “debaixo daquela mesa”. Note que você deu informações para localizar a vasilha, analogamente, você deu as coordenadas para localizar um ponto. Perceba que você também poderia dizer “ande dez passos para a esquerda, vire a direita e dê mais dois passos”, desse modo você chegará à vasilha, isso é a mesma informação, mas expressa de outra maneira. Prosseguindo com as analogias, o “ponto” (vasilha) é o mesmo, mas você pode expressar sua localização usando “coordenadas” (informações) de diversas formas. A forma clássica e mais intuitiva para se expressar um ponto é dando sua coordenada x e y, parecido com um jogo de batalha naval, onde você dá a localização na horizontal e vertical. Um outro meio de se expressar esse ponto é usando coordenadas polares. Nesse método bizarro e fascinante (essa última palavra usada apenas por eu ter achado uma palavra legal), traçamos uma reta da origem (intersecção dos eixos x e y) até o ponto, e damos as coordenadas em termos do tamanho da reta e do ângulo que ela forma com o eixo x. Veja a figura abaixo:

O ponto P da figura pode ser indicado como (x,y) em coordenadas cartesianas ou (r,”alfa”) em coordenadas polares. Note que em ambas situações estamos indicando o mesmo ponto, mas usando informações diferentes.
Os leitores humanos devem ter achado um tanto quanto decepcionante e enfadonha a explicação acima, visto que isso é algo cotidiano em suas vidas. De qualquer maneira, vamos (finalmente) ao grande enigma anunciado no título.
Um ponto em coordenadas cartesianas pode ser expressa apenas de uma única maneira: (X,Y). Imagine o ponto (1,0), ou seja, o ponto em cima do eixo x, com x valendo 1, você deve ser capaz de achá-lo Não há outra maneira de representá-lo em coordenadas cartesianas. Agora imagine o mesmo ponto, expresso em coordenadas polares, você representaria ele da mesma forma, certo? Veja, se traçarmos uma reta desse ponto até a origem, ela teria tamanho 1 e o ângulo com o eixo x seria de 0° (será usado ângulo em graus na notação das polares). Agora note que (1, 360°) corresponde ao mesmo ponto, que significa pegar a reta de tamanho 1 e rodá-la 360° (aos leitores caninos segue o comentário que 360° corresponde a dar uma volta e parar no mesmo lugar). Note também que (-1,180°) é o mesmo ponto, pois corresponde a pegar uma reta em (1,180°) e “espelhá-la” no eixo y. O que deu pra perceber é que em coordenadas polares um ponto pode ser expresso de diversas maneiras, infinitas na verdade (no caso desse ponto, é só usar ângulos múltiplos de 360°). Certo, temos essa informação, marque isso em sua mente: “um único ponto pode ser expresso de infinitas maneiras em coordenadas polares”. Agora imagine uma região no plano. Independente do tamanho que você escolha, lá haverá infinitos pontos, certo? Perceba que cada ponto pode ser expresso de infinitas maneiras, então de certo modo é como se tivéssemos um infinito maior de coordenadas do que os infinitos pontos, mas isso não faz muito sentido, pois infinito é infinito e pronto.
Na verdade isso me pareceu um pouco misterioso quando me veio a cabeça, mas agora não parece tanto, e talvez não pareça para você, caro leitor. De qualquer maneira, ainda acho um pensamento legal, e espero que não apareça nenhum matemático maluco ou racional fervoroso com uma explicação lógica que estrague tudo. Claro que há um erro lógico grave nesse pensamento, e tenho consciência disso, não me venha aborrecer por causa disso, deixe-me fazer minhas brincadeiras com o infinito para sempre (sacou a pseudo-mini-piada?)!
Que Deus abençoe a todos.
Au au.
04.13.07
Amor

Olá, caro leitor.
Deixe-me contar uma história interessante de algo que aconteceu comigo.
Em mais uma tarde como todas as outras, minha vizinha de longa data (praticamente desde quando eu nasci) veio visitar minha mãe, e acabei recebendo-a. Durante a espera pela minha mãe, aconteceu algo totalmente inusitado. Ela olhou pra mim e falou “Eu te amo”, e prosseguiu, “amo vocês três (eu e meus irmãos) desde que vocês eram pequenos, e rezo toda noite para Deus abençoar vocês”. Embora o fato seja bastante recente, eu não lembro do que falei depois, ou de minha expressão, só lembro que por dentro eu fiquei totalmente surpreso. A razão da surpresa não foi só o fato da declaração repentina, mas o fato de descobrir isso de uma pessoa para a qual eu não me importava.
Para complementar, deixe-me agora contar um segundo acontecimento. Recentemente, um aluno do meu curso faleceu, não sei a causa. O fato é que eu nem conhecia ele, e portanto nem me importei com sua morte. Eu sei que posso parecer um pouco frio dizendo isso, mas pelo menos estou sendo sincero. A notícia da morte do rapaz veio por intermédio de uma amiga minha, que também me passou o endereço do profile do orkut dele. Fui então ver os recados enviados para ele, e havia muitas mensagens tocantes de depois de sua morte, a maioria escrita por pessoas dizendo que amavam ele. Na minha opinião, já era tarde demais para dizer tais coisas, afinal, ele nunca poderá lê-las.
Talvez devêssemos dizer e demonstrar nossos sentimentos para com as pessoas que amamos o mais cedo possível, a exemplo de minha vizinha, pois um dia poderá ser tarde demais e poderemos nos arrepender amargamente…
Mais um post curto!
Que Deus abençoe a todos.
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